A PROVA PERICIAL E A HIGIDEZ MENTAL NO TRIBUNAL DO JÚRI: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO DA TESE DE INIMPUTABILIDADE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21515035

Resumo

Este relato de experiência analisa a atuação estratégica do Ministério Público em um processo de homicídio qualificado contra uma criança, no interior do Estado. O estudo foca no desafio de desconstruir a tese de inimputabilidade baseada em alcoolismo crônico, confrontando laudos periciais divergentes ao longo de sete anos e outros aspectos da vida do autor do crime. Discorre-se sobre o livre convencimento dos jurados, sobre a prevalência da soberania dos veredictos e a trajetória recursal perante o Tribunal de Justiça do Estado e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), abordando a dosimetria penal e a incidência da atenuante da confissão em casos de amnésia alcoólica. O desfecho reafirma a responsabilidade penal do agente e a importância da análise da prova técnica em cotejo com os demais elementos de prova.

Biografia do Autor

  • Sarah Lemos Silva, Ministério Público de Pernambuco

    Possui graduação em Direito pela Associação Caruaruense de Ensino Superior (2007), pós-graduação em Direito Público pela Faculdade Integrada do Recife (2010) e em História do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (2017). É Mestra em História do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (2022). Foi Delegada de Polícia no Estado de Minas Gerais e desde 2013 exerce o cargo de Promotora de Justiça no Estado de Pernambuco, atualmente com atribuição junto à Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Caruaru.

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Publicado

2026-07-27