PROJETO VÓRTICE: EXPERIÊNCIA, OBSOLESCÊNCIA E O FUTURO DA IA NO TRIBUNAL DO JÚRI

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21514556

Palavras-chave:

Tribunal do Júri; Inteligência Artificial Generativa; Projeto Vórtice; Qualidade; Auditoria

Resumo

Este relato analisa o uso da Inteligência Artificial Generativa na preparação para o Tribunal do Júri, abordando o desafio de processar autos volumosos perante riscos de alucinação e limitações de contexto. O problema central reside na necessidade de precisão probatória absoluta em Plenário. A metodologia fundamenta-se no relato do Projeto Vórtice, um sistema em Python que implementou a fragmentação de textos e um ambiente de checagem para auditoria documental imediata via hiperlinks. Os resultados revelam que, apesar da obsolescência técnica do software face à evolução das IAs comerciais, a experiência consolidou um modelo mental indispensável. Conclui-se que o verdadeiro legado não é a ferramenta em si, mas o método de trabalho que exige supervisão humana rigorosa e ancoragem documental obrigatória. A rastreabilidade probatória afirma-se, assim, como premissa fundamental para a segurança jurídica, garantindo que a inovação tecnológica respeite o rigor do Direito Penal e a fidelidade aos autos.

Biografia do Autor

  • Eduardo Pimentel de Vasconcelos Aquino, Ministério Público de Pernambuco

    Promotor de Justiça, vinculado ao MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO.

     

     

     

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Publicado

2026-07-27