ESTRATÉGIAS ACUSATÓRIAS E O ACOLHIMENTO ÀS VÍTIMAS DO TRIBUNAL DO JURI: O MINISTÉRIO PÚBLICO E O RESGATE DA DIGNIDADE NA NOVA ERA DO COMBATE AO FEMINICÍDIO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21514458

Palavras-chave:

Tribunal do Júri; Feminicídio; Lei 14.994/2024; Vitimologia; Ministério Público.

Resumo

O presente trabalho relata a experiência ministerial no primeiro julgamento de feminicídio da Comarca de Surubim/PE sob a égide da Lei nº 14.994/2024. O caso envolve o assassinato de Maria Judite da Silva Freitas, liderança comunitária cuja morte causou profunda comoção social. O problema central reside no desafio de garantir a proteção integral à vida e a dignidade da vítima frente a estratagemas defensivos baseados na senilidade do réu e no uso acrítico de ferramentas tecnológicas. Metodologicamente, o relato fundamenta-se na Vitimologia e no storytelling oratório, destacando a preparação estratégica que incluiu o acolhimento humanizado aos familiares, a instrução probatória robusta na fase do art. 479 do CPP e a vigilância técnica em plenário. Os resultados demonstram que o aparte fulminante do Ministério Público, ao neutralizar uma "alucinação" cronológica da defesa provocada por resumos automatizados, foi decisivo para a convicção dos jurados. A condenação unânime a 36 anos de reclusão reafirma o papel do Promotor de Justiça como sentinela do direito à vida e garantidor da memória das vítimas.

Biografia do Autor

  • Bruno Santacatharina Carvalho de Lima, Ministério Público de Pernambuco

    Bruno Santacatharina Carvalho de Lima; natural de São Paulo/SP; nascido no dia 19 de janeiro de 1990; exerce o cargo de Promotor de Justiça no Ministério Público de Pernambuco desde março de 2024; hoje, é titular da 3ª Promotoria de Justiça de Surubim (com atribuição exclusivamente criminal), com exercício cumulativo na 16ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital (atuação exclusiva no 2ª Tribunal do Júri de Recife); ainda é membro do NAJ (Núcleo de Apoio ao Júri); foi Delegado de Polícia Civil em Mato Grosso do Sul por quase 6 anos, onde atuou principalmente na DENAR (Delegacia Especializada no Combate ao Narcotráfico); além disso, já foi servidor do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) por aproximadamente 7 anos, exercendo o cargo de Assessor Jurídico de Desembargador Criminal. É formado em Direito pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas - SP); possui Pós-Graduação em Direito Penal pela Faculdade Damásio; por fim, é Mestrando pela UNICAP (Universidade Católica de Pernambuco) – Mestrado Profissional em Direito e Inovação.

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Publicado

2026-07-27